História do Agrupamento


Durante estes anos de existência do Agrupamento, aconteceu muita coisa e de certo, há inúmeras histórias que merecem ser contadas e relembradas. Foi assim que tudo começou...

Era uma vez um jovem casal que tinha uma filha de 2 anos. Moravam todos muito felizes em Belas desde 1991, data do seu casamento. Católicos praticantes noutra Paróquia e com trabalho feito junto dos mais novos, decidiram colocar os seus dons ao serviço daquilo que fosse necessário na Igreja de Belas.

Nesse sentido, em Maio de 1995 foram falar com o Padre de Belas, o Padre Robson. Claro que foram muito bem recebidos: "Vocêis são éscutêiros? Gostaria dchi formá um agrupamento de éscutêiros em Belas. Vocêis querem mi ajudá?"

O desafio estava lançado... Começaram a trabalhar com o coro da Missa das 11h e com o Grupo de Jovens da Idanha. O trabalho com os jovens visava também a procura de elementos para ingressarem no futuro Agrupamento de Belas.

Em 1996 foram efectuados os primeiros contactos com o recém criado Núcleo Serra da Lua e através do seu Chefe de Núcleo José Carlos Completo, deu-se início ao processo de formação.

A Páscoa de 1997 foi celebrada de uma forma como nunca se tinha visto em Belas. Todos os grupos de jovens das diversas comunidades de Belas uniram-se de uma forma fraterna num retiro realizado na Quinta das Tílias. Todos sem excepção, puderam compreender verdadeiramente o sentido do Cristo Ressuscitado.

Nesse mesmo ano, arranca de uma forma definitiva o futuro Agrupamento de Belas, tendo sido decretado que o Agrupamento monitor seria o 55 da Amadora. Foi também constituída a equipa de animação:

  • Dirigente responsável - Pedro Correia (Dirigente do CNE, escuteiro com escola do Agrupamento 60 de Queluz e um dos Dirigentes fundadores do 900 Monte Abraão).
  • Padre responsável - Robson Matos Cruz
  • João Constantino (Grupo de Jovens de Belas)
  • Cláudia Dias (Grupo de Jovens da Idanha)
  • Sónia Martins (Grupo de Jovens da Idanha)
  • Filipa Sanches (Agrupamento 60 Queluz)
  • Gonçalo Antunes (Agrupamento 60 Queluz e Grupo de Jovens de Belas)

Foram então efectuadas as primeiras investiduras, momentos inesquecíveis para todos os presentes e dos quais mostramos algumas imagens.



No ano seguinte, deu-se a oficialização do Agrupamento. Um acontecimento que mereceu destaque na edição de Outubro de 1998 do Jornal "A Pena".


As duas primeiras duas secções a abrir foram a Alcateia e os Exploradores. Dois anos mais tarde abriu a IIIª Secção, os Pioneiros. E finalmente, no 5º ano abriu a IVª Secção, os Caminheiros.

O Agrupamento começava a crescer e a querer superar-se cada vez mais. Exemplo disso, foi o primeiro grande Acampamento, em Agosto de 2001, onde o Agrupamento acampou durante 10 dias na Quinta do Cansado (Sarzedo, Arganil). O imaginário deste Acampamento foi “As civilizações”. O Agrupamento voltaria uns anos mais tarde, em 2009, ao mesmo local, para mais um Acampamento dos grandes.

No quinto ano abriu a IVª Secção - o Clã - que, com o lema “servir” sempre presente, têm mostrado ser uma mais-valia para o Agrupamento. Tanto na ajuda dada na logística das atividades, como no exemplo transmitido aos mais novos. Ainda durante o quinto ano teve lugar o Acampamento de Soure, no mês de Agosto, o qual teve como imaginário “Os Quatro Elementos”. O Agrupamento continuava a crescer e a inovar. A provar desse facto foi a abertura da primeira Patrulha de Pais, nomeadamente, a Patrulha Castor. Mais tarde surgiram as Patrula Caracol e a Patrulha Mocho. Além de participarem em algumas actividades do Agrupamento, as Patrulhas de Pais também têm colaborado em diversas situações.

Foi no ano escutista de 2004-2005 que, pela primeira vez na história do Agrupamento, uma Secção pisou a linha do Equador. O Clã esteve em S. Tomé e Príncipe, onde participou em atividades com os Escuteiros locais e onde teve a oportunidade de conhecer como se vive o escutismo nesse país.

No ano seguinte, depois de cinco anos a “vendermos rifas”, conseguimos comprar a tão desejada carrinha para o Agrupamento e que foi batizada de “Branquinha”.

No final do sexto ano, todo o Agrupamento, juntamente com uma comitiva de Escuteiros de São Tomé e Príncipe, estiveram acampados na Ilha da Boega (Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo) durante dez dias. Este foi sem dúvida um dos maiores desafios que o nosso Agrupamento já teve. A tarefa de colocar cerca de cem elementos, todo o material e mantimentos para as refeições numa ilha, durante 10 dias, foi árdua e desgastante, mas também bastante gratificante, pois no final do Acampamento, todos estavam satisfeitos e emocionados com a sensação de mais um grande desafio superado.

No ano escutista de 2007-2008 e para assinalar o seu décimo aniversário, o Agrupamento adotou o lema “Hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje”. No dia 28 de Junho, a Missa de aniversário incluiu as Promessas, tendo sido convidados a assistir os pais, os antigos elementos e a Comunidade de Belas. Ainda durante as celebrações do aniversário realizou-se o Iº Grande Prémio de Carrinhos de Rolamentos, que contou com uma forte adesão, tanto de participantes, como de assistência.

Em 2009, realiza-se o 2º Grande Prémio de Carrinhos de Rolamentos, com mais participantes e com um grau de dificuldade ainda mais elevado na descida. Ainda em Outubro, desse mesmo ano, o Agrupamento marcava mais um momento importante na sua história: a Inauguração da nova Sede! Depois de vários meses de obras, a “velhinha” sede tinha sido transofmada numa nova sede, com todas as condições para receber o Agrupamento.

Foi, mais tarde, no Verão de 2012, que o Agrupamento realizou mais um grande Acampamento , onde esteve acampado durante 10 dias, junto à Barragem de Campilhas, no Cercal do Alentejo. O imaginário deste acampamento foi “Os Reinos Perdidos”.

Assim se passaram alguns anos de vida do nosso agrupamento, com muitas Caçadas, Aventuras, Empreendimentos e Caminhadas, sempre com o espirito escutista bem presente.

Nos próximos anos, o Agrupamento compromete-se a continuar a sua missão de educar os jovens da sua comunidade nos valores escutistas e católicos. Tendo como objectivo formar cidadãos preparados para o futuro e com um conjunto de valores que os tornará pessoas melhores.


Voltar ao topo